terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Linguagens do amor I

     "Teria ela gritado, chamado a polícia ou algo semelhante? Ela sempre havia imaginado, horas sonhando acordada, mas real? Algo concreto, tocável, em seu porão? Não. Era obra divina, só poderia ser. Jamais existiria alguma coisa comparável com a sua visão a não ser um anjo.
      Ela não saberia explicar como um anjo se comportava, mas se fosse como se lê nos livros ou vê na televisão, idêntico seria pouco... exceto o vôo. As asas? Ah! No momento estivera tão hiptotizada com o jeito imóvel do ser que não conseguia desviar os olhos de sua face tão cativante.
     Não gritou, não chamou a polícia... Ele tinha os olhos mais lindos que já vira, poderia tê-la lembrado o mar, mas este não seria o bastante. O céu seria perfeito, azul de sensações, faíscas tão valiosas que se vendidas poderia-se comprar o mundo.
      As escadas, de repende, desapareceram, caiu até chegar no último degrau, certamente o seu corpo estava formigando dizendo ao seu cérebro o quanto cada parte que a constituía doía, este porém só dava ouvidos ao coração, aflito coração, com cada batida implorava aos olhos que abrissem para contemplar novamente a visão do paraíso em sua própria casa. Os olhos se negavam a abrir com pavor de que tudo não tenha passado de uma ilusão..."

(Mari Reis)




2 comentários:

  1. Estou passando pra desejar um Feliz ano novo! Caso eu não volte aqui até lá!Estou um pouco ocupada,rsrs.

    Tudo de bom,Deus te abençoe.

    Beijos.

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  2. Minha amiga, eu desejo a você um Ano Novo pleno de muitas realizações boas e de grandes inspirações para as postagens neste seu blog.

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Demonstre-me seus sentimentos com palavras, ficarei lisongeada em lê-los.