quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vem. Corre!


Vem, procura por mim, pergunte aos meus amigos aonde me encontrar, diz que está desesperado para conversar. Diga que sente a minha falta, que percebeu o valor do meu imenso amor. Diga isso e saia em seguida, correndo, gritando pela rua o meu nome, diga que me ama e se arrependeu... Desenterre essa paixão que ainda não morreu. 
Cruze a esquina e me veja ali, em pé segurando os destroços do coração na bagagem, uma lágrima descendo ao encontro da boca que você um dia tanto beijou, aqueles beijos que ontem recusou. Corra, o ônibus está vindo. Corra, retardado. Pegue-me de jeito e diga no meu ouvido tudo o que foi guardado. Beije-me e leve-me para a casa.

(M. R. A.)


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Demonstre-me seus sentimentos com palavras, ficarei lisongeada em lê-los.