sábado, 19 de outubro de 2013

Changes

Em meio ao turbilhão de imagens, ela só via uma.
Justamente aquela que a deixava branca e preta, sem luz, com vida nenhuma.
Olhando para ele se martirizava pelo desprezo em sua presença.
Ele não a notava, ela simplesmente era ninguém para aquele alguém.

Mas um dia, os olhos tristes da doce menina miraram ao chão.
Lágrimas jorravam como enchente de decepção.
Uma voz grave a despertou, e o seu foco outra direção tomou.
Avistou um outro alguém que a queria bem.

A sua imagem preta e branca, colorida ficou.
O mundo voltou a girar, ao som de "Silvachair",
O antigo alguém, hoje, é sinônimo de ninguém.

(M. R. A.)






2 comentários:

  1. Amei a postagem...as vezes o tão famoso alguém se torna o ninguém dando lugar a um novo alguém.

    bjsss

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  2. Belo, desde o título à última palavra. Tens a simplicidade e a clareza tão essenciais ao poema. É vero, por vezes pode-se perder a cor e a vida por algum tempo, mas, quando chega um verdadeiro alguém, trazendo mudanças e ar fresco ao pensamento, então se percebe que quem tanto roubou a cor de nossas vidas não era, de fato, ninguém. Belo. Beijoss

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Demonstre-me seus sentimentos com palavras, ficarei lisongeada em lê-los.