quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Já vinha dizendo...

Ah o amor!
Parece tão agradável aos olhos famintos da solidão.
"Fulano parece feliz, ciclano talvez não."
É muita fome de amor neste mundo.
É muita gente com buraco sem fundo!

Já vinha pensando, já estive dizendo:
"O amor é um doce com bordas amargas. O começo é difícil, embaraçoso, mas quando ultrapassamos essa beirada desconhecida e passamos a nos soltar as doçuras se encontram.
Porém devemos tomar cuidado para não se desesperar e sugar todo o doce, chegando na outra borda. O tal fim amargo..."

É, o amor...
Coisa estranha, cobiçada e gostosa.
Muitos estão no amargo, por falta de opção ou por excesso. Porém não deixa de ser opção.
Não traz cura milagrosa, preenchimento ou consolação.
Mas pode te saciar ou simplesmente te encher.
A mescla é uma sugestão.
Porém desfrute -o com moderação!

(M. R. A.)


3 comentários:

  1. teus poemas não têm bordas amargas. São totalmente doces. Interessante. Há muita fome de amor no mundo, de fato. Esse teu doce de bordas amargas é uma imagem perfeita. Talvez devêssemos ir comendo, devagar por causa do fel, toda a borda amarga e depois, mais devagar ainda, ir comendo o doce, não por dieta, mas para que durasse pela vida inteira. Foste muito bela neste poema. Beijossss

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    1. Contribuição maravilhosa você deu ao poema!! Adorei! Obrigada!
      Beijos

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  2. Lindo...adoro essa doçura que escreves....e principalmente das reflexões que vem cobertas em cada verso.

    Beijoss!!

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Demonstre-me seus sentimentos com palavras, ficarei lisongeada em lê-los.