quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Tão espremida pelo tempo, sua sina é chorar.
Uma lágrima que escorre pela alma, onde ninguém pode enxergar.
O sono se vai. O medo do além,
do hoje, amanhã e da semana que vem.

É tanta gente cega com tanto para ver,
É tanta gente surda que não consegue entender,
É pouca gente muda com tanto a aprender.
Como se equilibrar neste tal viver?

Se estou certa creio não aparentar,
Se errada as pedras a contornar...
Pouco tempo para decidir,
Muito caminho a andar,
Por onde ir? Como retornar? 

Ciclo vicioso, vazio, curioso.
Olhares e dizeres alheios,
Como viver neste meio?
Oh, pai! Quanto receio!

Vontade fugir
Quando é preciso agir.
Procurar a força em nada além...
Afinal, quem precisa do ninguém?

Levantar a cabeça para o que convém,
Sintonia e alegria, quem sabe um dia vem.
Quem espreme é o tempo.
E quem sabe a tristeza se vai com o vento?

(M.R.A.)

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