sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Despedida

Hoje quero me despedir da vida
Que sabe ser tão cruel
com aqueles que não conseguem
desempenhar determinado papel

Quero encerrar o sofrimento
de sentir em um mundo
Que empurra pro fundo
Em superficialidade e fingimento

Quero me livrar do peso
de muito sentir
E do despreso que levo
por não conseguir mentir

Quisera ainda ter esperança
Para olhar uma criança
E poder sorrir.

Quisera ser outra pessoa
diferente e normal
Para agora não desistir em um tchau.

(M.R. A.)



2 comentários:

  1. Sou suspeito, gosto de tudo que escreves. Mas nesse poema, tu correste atrás das rimas, e elas talvez não tenham te proposto as melhores palavras. O mesmo poema seria belíssimo com outras ideias, sem a necessidade de rimas. Peço que me perdoes a opinião de leigo. Um beijo

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    1. Creio que não houve corrida e sim uma necessidade de algum tipo de alegria no momento. Rimas surgiram e me alegraram em um momento que a subjetividade escreveu por mim. Todos temos momentos e tem hora que não tem como escolher as palavras. Sorte que não ganho a vida com isso hahaha

      Agradeço pela opinião e um grande beijo

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Demonstre-me seus sentimentos com palavras, ficarei lisongeada em lê-los.